Eduardo Benavente Perez foi um músico e compositor espanhol, conhecido principalmente por seu trabalho como vocalista e guitarrista da banda de pós-punk Parálisis Permanente. Nascido em 8 de fevereiro de 1961, em Madrid, Benavente se destacou na cena musical espanhola dos anos 80, um período marcado pela transição política e cultural no país após a morte do ditador Francisco Franco.
Início da Carreira
Eduardo Benavente começou sua carreira musical no final dos anos 70, inicialmente se envolvendo com o movimento punk que estava emergindo na Espanha. Ele se uniu a várias bandas antes de formar o
Paralisis permanente, seu primeiro grupo foi o Prisma,junto ao Toti Árboles y Nacho Cano, mais tarde um membro do Mecano. Após a disssolução do Prisma, Benavente e Árboles formaram o Plástico, com Benavente nos vocais e Árboles na bateria. Antes do primeiro álbum da banda ser gravado, Benavente deixou o grupo para formar Los Escaparates com Ángel Álvarez Caballero. Em 1980, ele se tornou o baterista do Alaska y los Pegamoides , no qual compôs as letras de algumas músicas, incluindo "Volar" e "El jardín".
Um ano depois, em 1981, Benavente e seu irmão Javier, junto ao Nacho Canut e seu irmão, Johnny Canut formaram Parálisis Permanente . A banda mais tarde incluiu Jaime Urrutia, um ex-membro do Gabinete Caligari, Rafa Balmaseda, um ex-membro do Glutamato Ye-Ye e Derribos Arias, e Ana Curra , que também era a parceira romântica de Benavente na época. A banda lançou um único álbum, El Acto, antes da morte de Benavente.
Parálisis Permanente em 1981, ao lado de outros músicos como Javier Fernández e Alberto García-Alix. A banda rapidamente ganhou notoriedade por seu som inovador, que misturava elementos de punk, rock e música eletrônica, além de letras que abordavam temas sombrios e existenciais.
Parálisis Permanente
O Parálisis Permanente lançou seu primeiro álbum, "¿Y tú qué has hecho?", em 1982, que se tornou um marco na cena musical espanhola. A banda se destacou por sua estética gótica e letras provocativas, e rapidamente se tornou uma das principais representantes do movimento pós-punk na Espanha. O som da banda era caracterizado por guitarras distorcidas, ritmos dançantes e uma atmosfera sombria.
Tragédia e Legado
Infelizmente, a carreira de Eduardo Benavente foi interrompida de forma trágica. Em 14 de maio de 1983, ele faleceu em um acidente de carro em Madrid, aos 20 anos. Sua morte foi um grande choque para a cena musical espanhola, e ele deixou um legado duradouro como um dos ícones do pós-punk no país.
Após sua morte, a influência de Benavente e do Parálisis Permanente continuou a ser sentida, inspirando novas gerações de músicos e bandas. O trabalho de Eduardo Benavente é lembrado por sua contribuição significativa à música espanhola e por sua capacidade de capturar a essência de uma época de mudança e experimentação cultural.


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